Carnaval 2017: blocos principais mudam esquema de bateria em BH

Vinícius B. - 30/11/2016 Atualizada - 31/05/2017 2h02

O Carnaval de Belo Horizonte deixou de ser uma segunda opção para ganhar protagonismo entre as festas de rua no Sudeste.

Apenas em 2016, estima-se que 2 milhões de foliões tenham escolhido a capital mineira para curtir a festa popular e três dos principais blocos da cidade começam a se profissionalizar para atender o público.

Intitulado o maior bloco de BH, o Baianas Ozadas ajustará a bateria em 2017, após alguns entraves no desfile que levou 300 mil pessoas para comemorar a folia de Momo em 2016.

Uma produtora do Baianas explicou a um portal da região que houve 800 pessoas na bateria em 2016, o que possibilitou a entrada indevida de “furões” na orquestra.

A solução foi criar oficinas que, desde outubro, preparam os ritmistas para a festa. Para participar das aulas, que definirão os integrantes da bateria no próximo Carnaval do Ozadas, é preciso levar o instrumento de casa e pagar R$ 10 por dia. Informações: www.facebook.com/baianasozadas.

Baiana Ozadas divulgou atrações para Carnaval 2017 em Belo Horizonte. Foto: Facebook/Reprodução

Baiana Ozadas divulgou atrações para Carnaval 2017 em Belo Horizonte. Foto: Facebook/Reprodução

Chama o Síndico

A novidade do Chama o Síndico, que reuniu 60 mil pessoas no desfile em 2016, envolve o esquema de bateria, que deixa de ser aberta para qualquer músico e passa a exigir ensaios regulares no chamado Sindicato.

Divididas em oito, as turmas são de percussão, metais, cenografia, dança e voz, até a semana pré-carnavalesca. Para participar das oficinas e fazer parte da bateria do Chama o Síndico, o folião terá de pagar uma mensalidade R$ 100 e levar o instrumento próprio.

Até o Carnaval, devem desfilar pelo bloco 150 pessoas escaladas na bateria. A agremiação sai pelas ruas de Belo Horizonte desde 2012, em um percusso da região centro-sul embalado por canções de Tim Maia e Jorge Ben Jor. Informações: www.facebook.com/chamaosindico.

Então, Brilha!

Um “desencontro” da bateria com a multidão pode ter prejudicado o desfile do bloco Então, Brilha! em 2016, quando levou às ruas de Belo Horizonte cerca de 40 mil pessoas.

A causa foi apontada pelo regente Christiano de Souza, que anuncia as mudanças para o próximo Carnaval. Seguindo os passo do Chama o Síndico, será preciso participar das oficinas para integrar a bateria do Então, Brilha! no próximo Carnaval.

Mas como o esquema irá funcionar dessa vez? As oficinas serão gratuitas, porém abertas apenas para quem já participava da agremiação em anos anteriores. O limite de batuqueiros ficou estimado em 250, número menor do que os 700 componentes da bateria em 2016. Informações: www.facebook.com/entaobrilha.

Terminou neste fim de novembro o prazo de inscrições de blocos no Carnaval de BH. Em 2016, foram 200 agremiações inscritas na programação oficial da prefeitura municipal.

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