Novo Acordo Ortográfico Enem 2016

Vinícius Brito - 28/03/2016 Atualizada - 28/03/2016 16h56

A palavra “linguiça” é escrita com ou sem trema (¨)? O Novo Acordo Ortográfico diz que “linguiça” – grafada sem o trema – é a forma correta de escrever esse nome. O acordo, que além da regra do trema altera cerca de 2 mil palavras, passou a valer em todo território nacional desde o dia 1º de janeiro.

A decisão muda a norma vigente no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que até 2015 dava o direito aos candidatos de escolher entre as novas e antigas regras ortográficas para fazer a única prova discursiva, a redação.

O Novo Acordo Ortográfico seria implementado no Brasil em 2013, mas o governo decidiu adiar o prazo até o dia 1º deste ano para que a meta nacional conciliasse com a de Portugal, que assim como Angola, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Timor-Leste e Moçambique são atingidos pelo acordo.

Uma primeira coalizão de sete países que têm a língua portuguesa como oficial assinou o acordo em 1990. Em 2004, o Timor-Leste também aderiu às mudanças no português.

As regras, porém, não atingem as nações da mesma forma. Enquanto se espera que, no Brasil, 0,5% das palavras sejam alteradas, em Portugal, por exemplo, a estimativa cresce para 2%, já que por lá outras regras passaram a ser vigentes. Mas o que muda então?

Trema

O sinal perda a função em todas as palavras da língua portuguesa, o que inclui exemplos como linguiça, sequestro e frequentar. A exceção fica para os nomes próprios estrangeiros, como Bündchen e Müller, que permanecem com trema.

Ditongo em paroxítona

Palavras como ideia e assembleia não são mais acentuadas, segundo o Novo Acordo Ortográfico. A regra diz que os ditongos abertos em paroxítonos (que têm a penúltima sílaba tônica) deixam de ser acentuados. Outros exemplos são europeias, onomatopeia, heroico e Coreia.

Hiato

Voo e enjoo não são mais acentuados a partir do Novo Acordo. Essas palavras são terminadas em hiatos (quando uma sequência de vogais termina em sílabas diferentes) e deixam de levar o acento circunflexo, tal como os verbos conjugados veem e leem.

Acento diferencial

Os acentos que antes distinguiam duas palavras iguais, mas com significado e funções diferentes (a exemplo de “para”, que tanto pode ser uma preposição como um verbo), deixaram de ser usuais. Além do caso de “para”, palavras como pelo (tanto preposição como substantivo), polo e pera não recebem mais acento diferenciativo. A exceção fica por conta de pôde (conjugação do verbo poder no passado) e pôr (verbo), os quais continuam acentuados.

Alfabeto

O abecedário passa a ter 26 letras ao total, com a inclusão do K, W e Y.

“U” em verbos

A letra “u” nas sílabas “que”, “qui”, “gue” e “gui” de verbos deixa de ser acentuada. Exemplos são apazigue, feiura, oblique e averigue.

Hífen

O hífen ganhou novas e complexas regras, mas de uma maneira geral em três casos não se usa a marca gráfica: quando o prefixo terminar em vogal e o elemento seguinte começar com vogal diferente (como antiácido e autoestrada); quando o prefixo terminar em vogal e o elemento seguinte começar com “r” ou “s” (como minissaia e autorretrato); e em locuções (como dia a dia e fim de semana).

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