Doutores da Alegria

Há dez anos, Wellington Nogueira, fundador dos Doutores da Alegria, decidiu que o Recife seria a próxima capital a receber uma unidade da ONG. O trabalho já existia desde 1991 em São Paulo e desde 1998 no Rio de Janeiro. “Ele reconheceu aqui em Pernambuco um potencial artístico muito grande, talentos na música, a força da cultura popular. Tudo isso o encantou”, explica a atriz e palhaça Enne Marx, a Dra. Mary En, que faz parte do time de “doutores besteirologistas” desde o início dos trabalhos do grupo no Recife.

Atualmente, quatro hospitais recebem a visita de uma dupla de palhaços duas vezes por semana: Barão de Lucena, Restauração, Oswaldo Cruz/Procape e o Instituto Materno Infantil Professor Fernando Figueira (Imip), todos públicos e com mais de 50 leitos pediátricos. “O nosso trabalho é uma troca. A arte do palhaço só acontece no encontro com o outro”, avalia Arilson Lopes, conhecido nos hospitais como Dr. Ado.

“O jogo do palhaço convida à participação o tempo inteiro. Dentro disso, precisamos responder aos estímulos que recebemos das crianças de modo criativo. Não adianta entrar no quarto do hospital já com uma ideia fixa. É a partir do que a criança oferece que vamos trabalhar”, conta Luciano Pontes, Dr. Lui, que, ao lado de Enne Marx, está na unidade Recife dos Doutores da Alegria desde a sua criação.

Os “médicos besteirologistas” pernambucanos são todos atores profissionais – o trabalho nos Doutores da Alegria não é voluntário. Além das visitas aos hospitais, uma vez por semana o elenco se reúne para realizar treinamentos e trocar experiências na sede do grupo, no bairro da Boa Vista. Dois palhaços que atuam no Recife vieram do Programa de Formação de Palhaços para Jovens, em São Paulo, um dos cursos da Escola dos Doutores, criada em 2008: o Dr. Cavaco (Anderson Machado) e a Dra. Tan Tan (Tâmara Floriano). “Mas esse não é um pré-requisito. O que une o elenco pernambucano é que de todos vieram do teatro. Alguns descobriram que poderiam ser palhaços com os Doutores da Alegria”, relata Juliana de Almeida, a Dra. Baju.

Um dos pilares do trabalho desenvolvido pelos besteirologistas é a música. Ao menos um dos palhaços de cada dupla toca um instrumento musical. O grupo já fez aulas com diversos profissionais da área musical, inclusive de canto. É mais uma maneira lúdica de se aproximar das crianças hospitalizadas, dos pais e dos profissionais de saúde. “É muito comum que a visita dos Doutores da Alegria seja a primeira vez que as crianças têm algum contato com a arte, com o palhaço, com a música. E essa é uma grande responsabilidade”, constata Mary En.

O elenco dos Doutores da Alegria Recife é formado por: Anderson Machado (Dr.Cavaco), Arilson Lopes (Dr.Ado), Eduardo Filho (Dr. Dud Grud), Enne Marx (Dra. Mary En), Fábio Caio (Dr. Eu Zébio), Juliana de Almeida (Dra. Baju), Luciano Pontes (Dr.Lui), Marcelo Oliveira (Dr. Marmelo), Tâmara Lima (Dra. Tan Tan) e ainda Suenne Sotero (Dra. Suca), Greyce Braga (Dra. Monalisa), Marcelino Dias (Dr.Micolino). Esses três últimos estão na “prateleira”: quando necessário, fazem substituições ao elenco.

 

Seja um sócio da alegria: http://www.doutoresdaalegria.org.br/colabore/seja-um-socio-da-alegria

Agenda comemorativa:

 
Para celebrar os dez anos dos Doutores da Alegria no Recife, diversas ações serão realizadas até dezembro. Neste sábado, 28 de setembro, data instituída como lei (autoria do deputado Ricardo Costa) pela Assembleia Legislativa de Pernambuco como Dia Estadual dos Doutores da Alegria (a mesma data também é comemorada em São Paulo), será realizada a exibição do documentário Doutores da Alegria – O filme, dirigido por Mara Mourão. A sessão será às 16h, na sede do grupo (Rua Bispo Cardoso Ayres, 335, 2º andar, Boa Vista), e contará com intervenção artística dos palhaços. A entrada é gratuita.

Já no dia 6 de outubro, às 10h30, o elenco apresenta o espetáculo teatral Palhaços em ConSerto, no Teatro Marco Camarotti, no Sesc Santo Amaro. No dia 11, às 15h, no mesmo local, realizam uma Roda Besteirológica. No mês seguinte, no dia 20 de novembro, às 16h, apresentam uma Palhestra no Teatro Milton Baccarelli, no Centro de Artes e Comunicação da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Em dezembro estão previstas apresentações do Auto de Natal dos Doutores da Alegria.

 

Algumas atividades além das visitas hospitalares:

 

  • Espetáculos teatrais: Os Doutores da Alegria no Recife possuem três peças no repertório –Poemas esparadrápicos (2005), Dramalhaço (2006) e Palhaços em ConSerto (2010);

 

  • Roda Besteirológica: A partir da interação com as crianças e das vivências dentro dos hospitais, os palhaços criam cenas curtas. Os melhores esquetes são reunidos no espetáculo;

 

  • Conta Causos: De “cara limpa”, os atores do elenco dos Doutores da Alegria contam histórias que aconteceram nos hospitais;

 

  • Bloco do Miolo Mole: Bloco de carnaval que sai em desfile pelas ruas do Recife na semana anterior à folia de Momo e deu origem ao bloco do Miolinho Mole, realizado nos hospitais;

 

  • Palestra: Os palhaços dos Doutores da Alegria dividem com a plateia a história da ONG, a sua missão, os valores e os resultados do trabalho;

 

Como ajudar na manutenção dos Doutores da Alegria:

 

O trabalho dos Doutores da Alegria, gratuito para os hospitais, é mantido por doações de empresas e de pessoas físicas, tanto por recursos próprios quanto por recursos advindos por meio das leis de incentivo fiscal. Os palhaços envolvidos não são voluntários – o programa de visitas exige, por exemplo, uma disponibilidade mínima de 18 horas semanais dos artistas. Os recursos das contribuições permitem a manutenção e expansão das atividades e da estrutura do grupo, a realização de atividades de formação, oficinas e o aprimoramento técnico dos artistas. Para saber como ajudar, entre no site:www.doutoresdaalegria.org.br.

 

 

Sobre os Doutores da Alegria:

 

Doutores da Alegria é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos que atua desde 1991. A essência do trabalho é o encontro do palhaço, que brinca de ser médico no hospital, com crianças internadas, seus pais e profissionais de saúde. Em mais de duas décadas de trajetória, já realizou mais de 900 mil visitas com um elenco de cerca de 40 palhaços profissionais (não voluntários) e possui unidades em São Paulo, no Rio de Janeiro e no Recife.

Reconhecida por seu profissionalismo e atuação inovadora, articula uma rede de iniciativas semelhantes em todo país, com mais de 630 grupos de palhaços que visitam hospitais. E desempenha um papel referencial na pesquisa da linguagem do palhaço e na formação de jovens, artistas profissionais e interessados, por meio de sua Escola.

Mantida por doações de pessoas e empresas, a organização possui a certificação de utilidade pública nas esferas federal, estadual e municipal. Recebeu o Prêmio Criança da Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança, foi incluída três vezes na lista das 100 melhores práticas globais da divisão Habitat da Organização das Nações Unidas. Recebeu ainda o Prêmio Cultura e Saúde, em 2009 e 2010 pelo Programa Cultura Viva, iniciativa conjunta dos Ministérios da Cultura e Saúde. Recentemente, recebeu a certificação do Conselho Nacional de Assistência Social – CNAS.

 

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