Conheça o Porto Social

Vinícius Brito - 07/02/2017 Atualizada - 25/02/2017 1h30

O Confira Mais conversou com Fábio Silva, 39, fundador e presidente do Porto Social, para entender como o projeto nasceu e toda a trajetória que percorreu até chegar ao que é hoje.

Fábio recebeu a nossa equipe na sede do Porto Social, que fica localizada no bairro da Ilha do Leite, em Recife, e foi entrevistado pelo repórter Vinícius Brito. Abaixo, você confere a entrevista, na íntegra.

Confira Mais: Fábio, o que é o Porto Social e como ele atua?

Fábio Silva: O Porto Social é a primeira incubadora e aceleradora social do país. Assim como uma startup que acelera a tecnologia, acelera negócios, queremos acelerar a área social. Para tal, precisamos incubar. Incubar para mentoriar, para ajudar no educacional, na formação dos líderes, na formação de rede. E incubar é colocar, num único ambiente, todo mundo junto. Hoje, possuímos um coworking, um ambiente amplo, com várias salas de treinamento, salas de reunião… O setor social, que antes se reunia numa cafeteria, debaixo de uma árvore, numa mesa, num bar, cresceu e transformou-se na casa do empreendedorismo social. Este é o Porto Social. A gente quer que as iniciativas sociais do Recife venham pra cá, tomem um café, batam um papo com os seus fornecedores, com seus parceiros e com os seus voluntários. Desta forma, a gente consegue construir um novo ecossistema social.

Confira Mais: Um coworking funciona justamente com esse intuito, de juntar várias pessoas, de várias áreas do conhecimento, para tocarem projetos, não é?

Fábio Silva: Exatamente, o coworking é um espaço de trabalho compartilhado. O setor social é muito bom no agir, no fazer, no executar, mas ele é muito frágil no trabalhar, ou seja, ele planeja pouco, mensura pouco os resultados, vai direto para o agir. E, às vezes, o impacto social e econômico que ele poderia causar seria muito maior se tivesse sido melhor planejado. O ambiente do coworking proporciona essa ferramenta. Após uma ação, podemos nos reunir e mensurar o que deu certo e o que deu errado.

Confira Mais: Como é o processo de incubação de alguém que, hoje, possui um projeto que visa transformar a vida das pessoas, aqui na cidade do Recife, e deseja se inserir no Porto Social? Como os projetos são escolhidos?

Fábio Silva: É aberto um edital e todo mundo que quer de alguma forma participar da incubadora e aceleradora Porto Social, se inscreve. Na nossa primeira edição, que foi em maio de 2016, 293 iniciativas se inscreveram.

Confira Mais: Das 293, quantas foram escolhidas?

Fábio Silva: 50. Dessas iniciativas, nós temos nove áreas diferentes de atuação: saúde, educação, igualdade de gênero, idoso e outras. Então, os projetos se inscrevem por áreas. A gente monta uma banca examinadora, com a participação da prefeitura, do governo do estado, do consulado americano, universidade federal, todas as esferas que tenham algum equipamento público importante. Nós ouvimos todas as 293 iniciativas e escolhemos 50, e são essas 50 que estão sendo aceleradas nessa primeira edição do Porto Social.

Confira Mais: Essa foi a primeira edição, que aconteceu em 2016. Qual é o prazo para o novo edital, de 2017?

Fábio Silva: O novo edital já é aberto agora, em março. Todo mundo que tem uma iniciativa social vai poder se inscrever. Nós temos a intenção de permanecer com algo em torno de 40% a 50% dos 50 projetos da primeira edição, para acelerarmos o que chamamos de “cases”. No primeiro ano, entregamos pra eles o que chamamos de proposta, que é a parte jurídica, a parte contábil, a parte de empoderamento do líder, maior facilidade de captação de recursos. Nesse segundo ano, como nós temos a intenção de nos tornarmos referência nacional na área de aceleração social, queremos acelerar os “cases” da primeira edição, e aí, nessa nova turma que virá, muitos deles provavelmente já serão mentoriados pelas pessoas que participaram da primeira edição. Esse ecossistema social vai continuando vivo e extremamente orgânico.

Confira Mais: Como uma pessoa pode ser voluntária do Porto Social?

Fábio Silva: A gente diz que você será voluntário do Porto Social sendo voluntário de um dos 50 projetos. A gente tá cuidando da parte de gestão, do planejamento estratégico, da captação, aquilo que na maioria das vezes o Terceiro Setor, as ONGs e os Negócios Sociais não fazem bem, mas quem está na atividade final, quem está lá na ponta são os incubados. Então são 50 projetos, de várias áreas de atuação, que estão em vários locais da cidade do Recife, causando impacto social e econômico, e todos eles estão à disposição de receber voluntários, seja para a área fim, seja para a área meio. O que eu chamo de área fim? De repente, alguém que é médico e tem um projeto na área de atendimento médico ou alguém que é professor de basquete e tem um projeto na área de basquetebol. A área meio seria a parte jurídica, a parte contábil… Nós temos uma rede muito grande de voluntários técnicos, que estão nos ajudando a acelerar esses 50 projetos.

Confira Mais: Então é algo também de que o Porto Social precisa, de mais pessoas envolvidas com os projetos incubados.

Fábio Silva: Precisa. Nós, por exemplo, temos um escritório de advocacia parceiro que cedeu 50 advogados. Então, cada um dos projetos hoje tem um advogado à disposição. Alguns escritórios de contabilidade, algumas empresas de comunicação, a maioria dos mentores, dos orientadores… são todos voluntários.

No final da entrevista, Fábio ainda falou sobre o conceito do ‘juntos’ e o que ele pensa sobre felicidade, não deixe de conferir no vídeo abaixo, no qual você também pode conhecer um pouco do espaço do Porto Social:

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